Definição
O PSU (Payment Service User) é você, no momento em que usa um serviço de pagamento.
Como titular de uma conta, você dá ou retira a qualquer momento o consentimento aos prestadores (banco, agregador, fintech) que queiram acessá-la.
Por que um termo tão genérico
A PSD2 precisa de uma palavra neutra para abranger todos os perfis. O PSU pode ser:
- uma pessoa física que usa o Bankin' para acompanhar suas contas;
- o dono de uma pequena empresa que conecta o Pennylane à sua conta Qonto;
- uma PME cujo contador inicia transferências por um app PISP.
O status jurídico muda (consumidor vs empresa), mas o papel permanece o mesmo: proprietário da conta, fonte do consentimento.
Seus direitos como PSU
- Dar um consentimento explícito, granular e revogável a qualquer momento.
- Escolher livremente um TPP autorizado, sem que o banco possa se opor.
- Ter acesso gratuito aos serviços de AIS e PIS por meio do seu banco.
- Estar protegido pela SCA nas operações sensíveis.
O que é preciso entender
- O consentimento é delimitado: o escopo dos dados, a duração e a frequência são todos rastreados.
- Em caso de pagamento não autorizado, é o seu banco (o ASPSP) que reembolsa primeiro e, depois, se volta contra o PISP se a responsabilidade dele estiver em jogo.
- Você continua no comando: um acesso se revoga pela área do seu banco, sem precisar passar pelo TPP.
No ecossistema PSD2
O PSU está no centro do dispositivo: sem ele, não há consentimento, portanto não há acesso aos dados nem iniciação de pagamento.
Exemplos concretos
- Pessoa física — agregação: você conecta o Bankin' à sua conta no BNP validando via SCA. Você é o PSU, o Bankin' é o AISP, o BNP é o ASPSP.
- Empresa — contabilidade: seu contador conecta o Pennylane ao seu Qonto, mas é você, o dono do negócio, que continua sendo o PSU e dá o consentimento.
- E-commerce — pagamento: no checkout da Decathlon, você paga via Fintecture (o PISP); é você, o PSU, que autoriza a transferência, sendo o PISP apenas um intermediário.